ABORTO NA
VEJA – PARTE II
A visão dos seus
defensores
Continuando
a parte I
04 - Abortos
inseguros no Brasil levam a hospitalização de 250.000 mulheres por ano.
Lembram
que o número de abortos era 500.000 por ano? Isso quer dizer que 1 em cada 2
(250.000 em 500.000) dá errado e leva a ex grávida ao hospital. Um espanto. O
simples bom senso grita contra isso. Seria preciso aceitar que 685 mulheres
procurariam socorro hospitalar a cada dia. Os jornais não deixariam passar em
branco tal descalabro.
Por
ser crime o aborto, o médico é obrigado por lei a reportar o caso à polícia que
por sua vez abre inquérito e o encaminha ao Ministério Público que faz a denúncia.
Onde estão mesmo correndo esses processos? Esse número existe para quem quiser
seriamente tratar do assunto.
Segundo a
Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 42 mulheres respondem a processo na
justiça e 20 fizeram o aborto sozinhas e apenas 3 interromperam a gravidez
antes de 12 semanas.
A
população do Estado do Rio de Janeiro corresponde grosso modo a 15 % da
população do país. Isso significa, só para argumentar, que haveria 280 mulheres
sendo processadas no Brasil. Ué??? Mas não eram 250.000 as hospitalizações por
aborto inseguro? O que ocorreu com as 249.720 restantes? Não foram denunciadas?
05 - No
Uruguai, onde a liberação se deu em 2012, as mortes em decorrência do procedimento
despencaram: foram 8% dos óbitos maternos entre 2011 e 2015 contra 37% de 2001
a 2005.
Novamente
números jogados para o alto sem qualquer preocupação com clareza. Se
a liberação ocorreu em 2012, em 2011 o aborto ainda estava proibido. Entretanto
este ano é incluído no grupo pós liberação. Além disso, o que ocorreu entre
2006 e 2010?
Há outra
informação, contudo, que dá o que pensar. Vamos supor que 8 % e 27 %
signifiquem mortes por procedimentos. Uma mulher arriscaria fazer um aborto
ilegal sabendo que a possibilidade de morte é 27 %? Nem transplante de coração
é tão letal. E que raio de medicina há no Uruguai onde 8 em cada 100 abortos
feitos em hospital resultam em morte? Senhores repórteres: um pouco mais de
seriedade, por favor.
06 – “Quem são as mulheres que abortam? Essa multidão pode ser descrita
por números: uma por minuto, 56 % católicas,
26 % evangélicas. É a mulher comum brasileira” disse em seu depoimento
no STF a antropóloga e ativista Débora Diniz, uma das responsáveis pelo
mapeamento de perfil realizado pela UNB.
Uma por minuto dá 60 por hora, 1440 por
dia e 525.600 por ano. Pelo menos o número se aproxima do enunciado no item 1.
O Brasil tem cerca de 25 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos. Quer dizer que
pelo menos uma em cada 4,75 fez aborto. Pelo menos bate com o número do item
seguinte.
ADDessandre
Continua......
Comentários
Postar um comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos seus autores